O B-learning: oportunidades e ameaças para o processo formativo dos formadores

10 março 2014, segunda-feira . Formação de Formadores

O problema

Nos últimos anos têm proliferado os cursos de formação de formadores em regime de b-learning.

Muitos dos candidatos a formadores vêem neste formato uma oportunidade de "obter o CAP/“CCP rapidamente, sem grandes transtornos e a um preço convidativo. De facto, ao exigir menos horas de trabalho dos formadores que ministram o curso, consegue-se desta forma baixar os preços praticados aos clientes/candidatos a formador.

Interrogações e Perigos

No entanto, uma grande questão se coloca: qual a "qualidade" do processo de aprendizagem, quando os formandos não têm "exemplos a seguir" in vivo? Será que o volume de aprendizagem que se consegue pela leitura de textos, visionamento de powerpoints sem explicações adicionais e resolução de exercícios sem feedback imediato é o mesmo que se consegue numa relação face-a-face?

Para mais, a maioria das plataformas utilizadas para o efeito não passa de um repositório de conteúdos, sem qualquer tipo de interactividade, que exige do formando sobretudo disciplina no auto-estudo. Por outro lado, será que para compensar todas estas falhas o processo de b-learning não redundará numa cópia integral, mas à distância do formato presencial, nomeadamente com a exigência de sincronia formador/formando? Para compensar estes senãos, não se cairá num modelo que só anula o trajecto para o local da formação?

Parece serem considerandos a suscitar uma reflexão MUITO demorada e alargada. Se o IEFP já quase não consegue controlar a qualidade do processo formativo, a não ser do ponto de vista administrativo, o modelo de b-learning deixará a questão muito mais à "rédea solta". 

Querem formação de formadores presencial…mas, na hora de fazer, qual a opção?

Surpreendentemente (ou talvez não), num recente inquérito por questionário realizado junto de finalistas universitários, dos que declararam considerar pertinente realizar um curso de formação de formadores, a maioria disse preferir realizar o curso em horário pós-laboral e 100% dos inquiridos (sim, 100%) preferem o formato presencial. Para reflectir...

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