Modelos Conceptuais de Avaliação do Trabalho

17 março 2014, segunda-feira . Avaliação do Desempenho

Modelo Clássico

Para este modelo, positivista e determinista, sendo a realidade naturalmente regida por leis de causa-efeito (o que permite a generalização), a avaliação de desempenho consiste num processo de quantificação relativamente a cada trabalhador num posto de trabalho específico, sendo possível definir um perfil de desempenho ideal para cada função. Pressupõe ainda que é possível avaliar cada sujeito de forma claramente objectiva, desde que essa avaliação se baseie na definição prévia de critérios mensuráveis. Daqui decorre que o desempenho deve ser quantificável e mensurável (Miguez & Morais, 1990).

Modelo Sócio-Técnico

Ao contrário do modelo anterior, a lógica que aqui preside é de cariz construtivista. Assim, a avaliação não pode ser feita sem ter em consideração o contexto e as contingências, pelo que é sempre subjectiva. Constitui-se como um processo de reflexão-acção em que participam o avaliador e o avaliado. Aqui a mais-valia de todo o processo é a reflexão que suscita e a oportunidade de melhoria que encerra e não a medida em si mesma (Miguez & Morais, 1990). 

Modelo Racional

A abordagem racional encara a medição como o ponto central da avaliação, que deve ser exacta e traduzir o real desempenho dos colaboradores. O papel dos avaliadores cinge-se à anotação e avaliação do trabalho dos seus subordinados. Uns e outros são encarados como sujeitos passivos em todo o processo. Uma correcta avaliação terá como fundamento a definição muito clara do que deve ser objecto de medição (Gomez-Mejía, Balkin, & Cardy, 2001).

Modelo Político

Esta abordagem encara o processo de avaliação como uma forma de a gestão instrumentalizar os colaboradores, pouco importando noções como as de exactidão ou justiça. Importa disciplinar e recompensar, pelo que é relativizado o desempenho em benefício dos objectivos da organização ou da chefia. Daqui resulta que colaboradores e chefias encontram motivações para, de forma mais ou menos explícita, influenciar as suas próprias avaliações. (Gomez-Mejía, Balkin & Cardy, 2001).

Regressar aos posts »